HISTÓRIAS PRAIEIRAS - FLÁVIO DE BRITTO
Primolius informa...
Há muito tempo, eu estava de passagem na ilha de Mayandeua, onde um vento agradável acariciava os rostos dos turistas que, munidos de suas câmeras portáteis, exploravam as belezas dessas terras litorâneas. Neste relato, compartilharei o que ocorreu durante essa viagem.
Um momento de grande agitação surgiu após a partida do pequeno barco chamado "Rio do Mangue". Por volta das 15 horas, estávamos a caminho da ilha.
Um dos tripulantes adiantou-se para ligar um toca-fitas que mais parecia uma nave espacial ou um ser estranho de outro planeta. Entre alguns passageiros que não apreciavam o gosto musical do referido indivíduo, minha atenção voltou-se para uma senhora de olhos vigorosos. Ela solicitou ao rapaz que baixasse um pouco o volume daquele alto-falante, pois estava incomodando seus ouvidos sensíveis. O rapaz, com ar de desdém e sua cachaça barata, simplesmente ignorou o pedido da senhora e, por molecagem, aumentou ainda mais o volume do aparelho.
A atmosfera, que antes era de serenidade, transformou-se em tensão enquanto alguns passageiros incomodados trocavam olhares descontentes. A senhora, firme em sua determinação, decidiu não se abalar e buscou uma solução para preservar sua tranquilidade em meio ao barulho discordante.
